Ações que visam a preservação e conservação do Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, na cidade de Areia, Brejo paraibano, estão sendo discutidas nestas terça-feira (18) e quinta-feira (20) por cerca de 30 pesquisadores de várias instituições. A oficina desta terça-feira é sobre Biodiversidade e Recursos Naturais. Na quinta-feira, o tema em debate será Oficina Técnica Socioambiental. Os dois eventos acontecem no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, Campus II, Areia, no horário das 8h às 18h.
Nos dois dias de trabalho, serão apresentadas as metodologias dos respectivos planos e discutidos o diagnóstico e a elaboração dos planos de ação de preservação e conservação da mata. O Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, criado em 2005, é formado por um fragmento de 607 hectares, representado por um tipo específico de Mata Atlântica: a floresta dos brejos de altitude.
O parque presta importante serviço ambiental ao preservar as nascentes de rios afluentes da bacia do rio Mamanguape – importante fonte de abastecimento de água para as atividades agropecuárias existentes em seu percurso – e a barragem Vaca Brava, que abastece parte da região do brejo paraibano.
“A Mata do Pau-Ferro possui espécies de plantas endêmicas, ou seja, que só ocorrem naquela localidade, como a Erythroxylum pauferrense. Além disso, abriga uma significativa diversidade de aves, sendo considerada pela Bird Life Internacional e pela SAVE Brasil – renomadas instituições focadas na conservação das aves – como uma IBA (Área Importante para a Conservação das Aves)”, destaca a turismóloga e coordenadora do Plano de Manejo do Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, Heloísa Santos.
A cidade de Areia, localizado no Brejo paraibano, é muito conhecida por suas riquezas culturais. O conjunto urbanístico da cidade é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Iphan), abrigando conjuntos arquitetônicos importantes, como o primeiro teatro da Paraíba, o Minerva, além da história de filhos ilustres, a exemplo do pintor Pedro Américo e do escritor, professor e político José Américo de Almeida.
Além de pesquisadores da UFPB e da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), na quinta-feira também participam da oficina equipes do Iphan e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep).
Secom-PB
Fonte: http://brejo.com
Nos dois dias de trabalho, serão apresentadas as metodologias dos respectivos planos e discutidos o diagnóstico e a elaboração dos planos de ação de preservação e conservação da mata. O Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, criado em 2005, é formado por um fragmento de 607 hectares, representado por um tipo específico de Mata Atlântica: a floresta dos brejos de altitude.
O parque presta importante serviço ambiental ao preservar as nascentes de rios afluentes da bacia do rio Mamanguape – importante fonte de abastecimento de água para as atividades agropecuárias existentes em seu percurso – e a barragem Vaca Brava, que abastece parte da região do brejo paraibano.
“A Mata do Pau-Ferro possui espécies de plantas endêmicas, ou seja, que só ocorrem naquela localidade, como a Erythroxylum pauferrense. Além disso, abriga uma significativa diversidade de aves, sendo considerada pela Bird Life Internacional e pela SAVE Brasil – renomadas instituições focadas na conservação das aves – como uma IBA (Área Importante para a Conservação das Aves)”, destaca a turismóloga e coordenadora do Plano de Manejo do Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, Heloísa Santos.
A cidade de Areia, localizado no Brejo paraibano, é muito conhecida por suas riquezas culturais. O conjunto urbanístico da cidade é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Iphan), abrigando conjuntos arquitetônicos importantes, como o primeiro teatro da Paraíba, o Minerva, além da história de filhos ilustres, a exemplo do pintor Pedro Américo e do escritor, professor e político José Américo de Almeida.
Além de pesquisadores da UFPB e da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), na quinta-feira também participam da oficina equipes do Iphan e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep).
Secom-PB
Fonte: http://brejo.com
Para abrir os trabalhos, repasso uma antiga observação que fiz a respeito do mundo do cordel: — Também constatei que o mundo do cordel reflete o mundo da literatura oficial: tem seus medalhões (que se julgam acima de tudo), suas vaidades, suas traições, suas inseguranças, suas agressões, suas fofocas. Mas foi o mundo que escolhi e meu objetivo é torná-lo melhor, amando-o e tentando compreendê-lo.
Digo porque o meu texto sobre o romance de Felipe Junior promoveu uma boa discussão acerca da qualidade dos folhetos produzidos hoje em dia. Tanto Alexandre Morais, poeta pernambucano, quanto Aninha Ferraz, coordenadora da Editora Coqueiro, do Recife, corroboraram minhas observações a respeito do sumiço do romance de cordel, enquanto os cordéis de piada (não se confunda com o cordel de gracejo) transformam-se em febre entre os "leitores" cordeliais.
Mas sigamos nossa antiga reflexão. Quando Manoel D'Almeida Filho assumiu a coordenação e a seleção de textos para a Prelúdio, depois Luzeiro, empregou em larga escala, exigente que era, a leitura crítica dos textos, fazendo intervenções, com ou sem a anuência dos poetas. Esses textos revisados e, a maioria deles, melhorados tiveram sempre a maior aceitação. Há na Luzeiro todo um acervo de cartas e textos cordelísticos nos quais D'Almeida discute com os autores mostrando-lhes as impropriedades e possibilidades de melhorar o texto poético. Muitos poetas não aceitavam, mas a publicação só saía se o revisor (D'Almeida) desse o aval. E assim a Prelúdio, depois Luzeiro, consolidou-se no mercado transformando-se na grande casa publicadora de cordéis do país, alcançando respeito e criando em todos os poetas "do norte" o desejo de ver seus livretos publicados por ela.
Tentamos seguir a orientação de Manoel D'Almeida quando por lá chegamos. Mas a resistência de alguns poetas beiraram a agressão. Sustentamos o taco e todos os textos passaram a ter essa interlocução com os autores, visando a lapidação, a busca pela excelência, o texto ideal. Nem sempre acertamos, mas caminhamos, assumindo todos os nossos percalços, como deve ser, sempre.
Recentemente passei a ouvir de poetas que não gostariam que seus textos fossem revisados porque mudariam o estilo individual de cada um. Claro que sabemos de onde parte esse tipo de observação. E emendo: triste e coitado do poeta, ou qualquer outro escritor, que ache que seus problemas gramaticais, suas redundâncias, suas fraquezas na escrita, suas moletas na emenda dos versos, suas repetições de rima, suas inversões sintáticas, sua falta de leitura formam o seu estilo. E quem os orientou a isso, digo, sem medo de retaliação, é no, mínimo, um mau caráter.
Toda a história da literatura trata só de uma coisa: da reescritura do texto. O poeta que escreve um texto à noite e o publica, sem revisar ou submeter à apreciação de um terceiro, está escrevendo sobre sua sepultura. Nenhuma leitura crítica vai interferir no estilo de ninguém. Primeiro, poetas, precisamos saber o que é Estilo. Quando se trata de literatura não se fala em estilo de Língua, mas de Linguagem. E esse estilo é aquele no qual o poeta, senhor da Língua, manipula de tal maneira as possibilidades dela que cria uma Linguagem toda sua, especial, com o seu DNA. Portanto submeter um texto à consciência crítica de outrem é aprender a escrever bem.
Vejamos o caso de Maria das Neves Pimentel, filha de Francisco das Chagas Batista e mãe de Altimar Pimentel. A certa altura de sua entrevista a Maristela Barbosa de Mendonça ela fala se referindo à escritura de O Violino do Diabo: "... eu compreendi que esse verso não estava muito claro, não estava muito bom. O verso diz assim:
A virtude é um lago
de águas bem cristalinas,
um espelho de diamante,
uma joia rara e fina,
onde o vício não pode
lançar a mão assassina!
Então eu fiz esse outro:
Honestidade é virtude
dada pela mão divina
uma fonte de água pura
transparente e cristalina
onde o vício não pode
lançar a mão assassina."
É assim que funciona. O poeta tem que ter a coragem de modificar seus versos para melhorá-los. Vejamos o caso de Leandro Gomes de Barros: muita gente acredita que o pai do cordel escrevia seus textos à noite e os publicava no outro dia. Muitas vezes foi assim pela urgência do tema e do estômago, mas em todas as reedições de seus textos aconteciam consideráveis transformações. Aqueles que tiverem tempo pesquisem sobre isso. Na Casa de Rui Barbosa podemos encontrar folhetos de Leandro completamente anotados por sua filha Rachel Aleixo, servindo de roteiro para uma próxima edição. Nem por isso o estilo de Leandro avacalhou-se. Pelo contrário.
Todos nós sabemos que um folheto de 31 estrofes das quais 15 rimam em ÃO, ou é fruto de um gênio ou de um medíocre. Gênios existem poucos, logo nos assenhoramos disso. Mas se o medíocre acredita que o seu estilo, ou seja, a maneira que ele encontra de trabalhar a linguagem de seu poema, no que diz respeito à rima, é colocando metade de seu texto na rima mais banal do Português, aí a coisa é mais complicada. É doentio. O mesmo se aplica às rimas no Infinitivo do verbo: cordéis que rimam o tempo todo em AR, ER ou IR. Olha, se esse é o caso, querido poeta, sua condição é complicada. Reparem o caso de Leandro (modelo de verdade) em Bento, O Milagroso de Beberibe. Não há nenhuma rima em ÃO, apenas duas em IA e três no infinito. Posso dizer pela observação que Leandro estava no auge da maturidade poética, melhorando sua escrita. Vejam que rima arretada:
Na bolsa, no corpo, em tudo
Eu já sentia desfalque
Foi tocar n'água de Bento
Senti inteiro meu frack.
Apareceu-me bigode
E nasceu-me cavangnac.
Outro dia, sentamos Zé Walter Pires, poeta de Brumado, na Bahia, Rosário Pinto, do Museu do Folclore, do Rio de Janeiro, e eu, para uma leitura a três vozes da obra do mesmo Zé Walter, O Rapto de Pórcia, que estamos preparando para a Editora Luzeiro. Foi uma tarde de descobertas e discussões, de aproximação e consolidação da amizade. O próprio Zé e Rosário poderão dar o seu testemunho aqui.
Por isso e por muito mais é que vou repetir: — Você que está com esse discurso de que uma leitura crítica que aponta as impropriedades, imprecisões e outras aberrações do seu texto vai mexer com seu "estilo", caia na real. A figura que está colocando isso em sua cabeça só tem uma intenção: falar mal do seu texto depois da tragédia acontecida.
As fotografias que ilustram são de folhetos de Leandro anotados e revisados por Rachel Aleixo, sua filha.
Fonte: http://www.jornalggn.com.br/blog/aderaldo-luciano
Digo porque o meu texto sobre o romance de Felipe Junior promoveu uma boa discussão acerca da qualidade dos folhetos produzidos hoje em dia. Tanto Alexandre Morais, poeta pernambucano, quanto Aninha Ferraz, coordenadora da Editora Coqueiro, do Recife, corroboraram minhas observações a respeito do sumiço do romance de cordel, enquanto os cordéis de piada (não se confunda com o cordel de gracejo) transformam-se em febre entre os "leitores" cordeliais.
Mas sigamos nossa antiga reflexão. Quando Manoel D'Almeida Filho assumiu a coordenação e a seleção de textos para a Prelúdio, depois Luzeiro, empregou em larga escala, exigente que era, a leitura crítica dos textos, fazendo intervenções, com ou sem a anuência dos poetas. Esses textos revisados e, a maioria deles, melhorados tiveram sempre a maior aceitação. Há na Luzeiro todo um acervo de cartas e textos cordelísticos nos quais D'Almeida discute com os autores mostrando-lhes as impropriedades e possibilidades de melhorar o texto poético. Muitos poetas não aceitavam, mas a publicação só saía se o revisor (D'Almeida) desse o aval. E assim a Prelúdio, depois Luzeiro, consolidou-se no mercado transformando-se na grande casa publicadora de cordéis do país, alcançando respeito e criando em todos os poetas "do norte" o desejo de ver seus livretos publicados por ela.
Tentamos seguir a orientação de Manoel D'Almeida quando por lá chegamos. Mas a resistência de alguns poetas beiraram a agressão. Sustentamos o taco e todos os textos passaram a ter essa interlocução com os autores, visando a lapidação, a busca pela excelência, o texto ideal. Nem sempre acertamos, mas caminhamos, assumindo todos os nossos percalços, como deve ser, sempre.
Recentemente passei a ouvir de poetas que não gostariam que seus textos fossem revisados porque mudariam o estilo individual de cada um. Claro que sabemos de onde parte esse tipo de observação. E emendo: triste e coitado do poeta, ou qualquer outro escritor, que ache que seus problemas gramaticais, suas redundâncias, suas fraquezas na escrita, suas moletas na emenda dos versos, suas repetições de rima, suas inversões sintáticas, sua falta de leitura formam o seu estilo. E quem os orientou a isso, digo, sem medo de retaliação, é no, mínimo, um mau caráter.
Toda a história da literatura trata só de uma coisa: da reescritura do texto. O poeta que escreve um texto à noite e o publica, sem revisar ou submeter à apreciação de um terceiro, está escrevendo sobre sua sepultura. Nenhuma leitura crítica vai interferir no estilo de ninguém. Primeiro, poetas, precisamos saber o que é Estilo. Quando se trata de literatura não se fala em estilo de Língua, mas de Linguagem. E esse estilo é aquele no qual o poeta, senhor da Língua, manipula de tal maneira as possibilidades dela que cria uma Linguagem toda sua, especial, com o seu DNA. Portanto submeter um texto à consciência crítica de outrem é aprender a escrever bem.
Vejamos o caso de Maria das Neves Pimentel, filha de Francisco das Chagas Batista e mãe de Altimar Pimentel. A certa altura de sua entrevista a Maristela Barbosa de Mendonça ela fala se referindo à escritura de O Violino do Diabo: "... eu compreendi que esse verso não estava muito claro, não estava muito bom. O verso diz assim:
A virtude é um lago
de águas bem cristalinas,
um espelho de diamante,
uma joia rara e fina,
onde o vício não pode
lançar a mão assassina!
Então eu fiz esse outro:
Honestidade é virtude
dada pela mão divina
uma fonte de água pura
transparente e cristalina
onde o vício não pode
lançar a mão assassina."
É assim que funciona. O poeta tem que ter a coragem de modificar seus versos para melhorá-los. Vejamos o caso de Leandro Gomes de Barros: muita gente acredita que o pai do cordel escrevia seus textos à noite e os publicava no outro dia. Muitas vezes foi assim pela urgência do tema e do estômago, mas em todas as reedições de seus textos aconteciam consideráveis transformações. Aqueles que tiverem tempo pesquisem sobre isso. Na Casa de Rui Barbosa podemos encontrar folhetos de Leandro completamente anotados por sua filha Rachel Aleixo, servindo de roteiro para uma próxima edição. Nem por isso o estilo de Leandro avacalhou-se. Pelo contrário.
Todos nós sabemos que um folheto de 31 estrofes das quais 15 rimam em ÃO, ou é fruto de um gênio ou de um medíocre. Gênios existem poucos, logo nos assenhoramos disso. Mas se o medíocre acredita que o seu estilo, ou seja, a maneira que ele encontra de trabalhar a linguagem de seu poema, no que diz respeito à rima, é colocando metade de seu texto na rima mais banal do Português, aí a coisa é mais complicada. É doentio. O mesmo se aplica às rimas no Infinitivo do verbo: cordéis que rimam o tempo todo em AR, ER ou IR. Olha, se esse é o caso, querido poeta, sua condição é complicada. Reparem o caso de Leandro (modelo de verdade) em Bento, O Milagroso de Beberibe. Não há nenhuma rima em ÃO, apenas duas em IA e três no infinito. Posso dizer pela observação que Leandro estava no auge da maturidade poética, melhorando sua escrita. Vejam que rima arretada:
Na bolsa, no corpo, em tudo
Eu já sentia desfalque
Foi tocar n'água de Bento
Senti inteiro meu frack.
Apareceu-me bigode
E nasceu-me cavangnac.
Outro dia, sentamos Zé Walter Pires, poeta de Brumado, na Bahia, Rosário Pinto, do Museu do Folclore, do Rio de Janeiro, e eu, para uma leitura a três vozes da obra do mesmo Zé Walter, O Rapto de Pórcia, que estamos preparando para a Editora Luzeiro. Foi uma tarde de descobertas e discussões, de aproximação e consolidação da amizade. O próprio Zé e Rosário poderão dar o seu testemunho aqui.
Por isso e por muito mais é que vou repetir: — Você que está com esse discurso de que uma leitura crítica que aponta as impropriedades, imprecisões e outras aberrações do seu texto vai mexer com seu "estilo", caia na real. A figura que está colocando isso em sua cabeça só tem uma intenção: falar mal do seu texto depois da tragédia acontecida.
As fotografias que ilustram são de folhetos de Leandro anotados e revisados por Rachel Aleixo, sua filha.
Fonte: http://www.jornalggn.com.br/blog/aderaldo-luciano
É preciso falar do Cego Aderaldo, tanto do famoso personagem do Crato, no Ceará, como da biografia escrita por Cláudio Portella para a Escrituras, aliás a Escrituras, há algum tempo tem olhado um pouco acima, para os autores do Nordeste. Lembro aqui rapidamente do Angústia da Concisão, do poeta e filósofo Abrahão Costa Andrade, amigo de infância, lá das névoas areenses; do Zoo Imaginário, do poeta, nosso mestre e professor Sérgio de Castro Pinto; A Estética do Cangaço, de Frederico Pernambucano de Melo; Pedra Só, de José Inácio Vieira de Melo. Mas voltemos ao Cego Aderaldo.
A capa é realmente de arrepiar: o velho cantador enfatiotado em linho, segurando ao colo seu instrumento de trabalho, mais parecendo um donatário, e o era: donatário de vasta visão, como apregoa o subtítulo da obra.
Portella esmiúça com notável habilidade os fatos e a obra do vate caririzeiro, sem perder o lúdico, nem afastar-se do maravilhoso. Transformado em lenda, o Cego Aderaldo desfia seu canto e suas rimas, seus chistes e ousadias. Personagem na célebre A Peleja do Cego Aderaldo Com Zé Pretinho Do Tucum, Firmino Teixeira do Amaral colocou-lhe no canto as deixas até hoje lembradas nas rodas de conversa sobre o sertão dos cantadores:
Amigo José Pretinho
Não sei que hei de cantar
Só sei que depois da luta
O senhor vencido está
Quem a paca cara compra
Cara a paca pagará.
E assim vai costurando sua teia pegajosa repleta de inversões sobre o mesmo tema, encaixotando Zé Pretinho num beco sem saída, diante do trava-língua. Antes já havia preparado um nó do juízo do adversário, utilizando-se da mesma técnica:
Eu vou mudar a toada
Pra uma que mete medo
Nunca encontrei cantador
Que desmanchasse esse enredo:
É um dedo, é um dado, é um dia,
É um dia, é um dado, é um dedo.
Claro que tudo isso e muito mais está no miolo sensacional do livro: fotografias, pequena antologia de motes e glosas, pelejas e poemas. Homenagem mais que em tempo ao grande cantador. De muita pertinência aparecem nos anexos as pautas com a melodia do martelo agalopado, do mourão, das sextilhas e do quadrão, tradicionais modalidades da cantoria nordestina, trazendo a harmonia e a linha melódica da rabeca, instrumento com o qual Aderaldo se apresentava em várias ocasiões.
Claudio Portella é um cearense de Fortaleza, poeta e crítico literário, agora assina também como biógrafo, atrelando seu nome à cultura profunda do Brasil Real. De parabéns os envolvidos na empreitada e meus agradecimentos ao editor Raimundo Gadelha pelo belo presente.
Fonte: http://jornalggn.com.br/blog/aderaldo-luciano
A capa é realmente de arrepiar: o velho cantador enfatiotado em linho, segurando ao colo seu instrumento de trabalho, mais parecendo um donatário, e o era: donatário de vasta visão, como apregoa o subtítulo da obra.
Portella esmiúça com notável habilidade os fatos e a obra do vate caririzeiro, sem perder o lúdico, nem afastar-se do maravilhoso. Transformado em lenda, o Cego Aderaldo desfia seu canto e suas rimas, seus chistes e ousadias. Personagem na célebre A Peleja do Cego Aderaldo Com Zé Pretinho Do Tucum, Firmino Teixeira do Amaral colocou-lhe no canto as deixas até hoje lembradas nas rodas de conversa sobre o sertão dos cantadores:
Amigo José Pretinho
Não sei que hei de cantar
Só sei que depois da luta
O senhor vencido está
Quem a paca cara compra
Cara a paca pagará.
E assim vai costurando sua teia pegajosa repleta de inversões sobre o mesmo tema, encaixotando Zé Pretinho num beco sem saída, diante do trava-língua. Antes já havia preparado um nó do juízo do adversário, utilizando-se da mesma técnica:
Eu vou mudar a toada
Pra uma que mete medo
Nunca encontrei cantador
Que desmanchasse esse enredo:
É um dedo, é um dado, é um dia,
É um dia, é um dado, é um dedo.
Claro que tudo isso e muito mais está no miolo sensacional do livro: fotografias, pequena antologia de motes e glosas, pelejas e poemas. Homenagem mais que em tempo ao grande cantador. De muita pertinência aparecem nos anexos as pautas com a melodia do martelo agalopado, do mourão, das sextilhas e do quadrão, tradicionais modalidades da cantoria nordestina, trazendo a harmonia e a linha melódica da rabeca, instrumento com o qual Aderaldo se apresentava em várias ocasiões.
Claudio Portella é um cearense de Fortaleza, poeta e crítico literário, agora assina também como biógrafo, atrelando seu nome à cultura profunda do Brasil Real. De parabéns os envolvidos na empreitada e meus agradecimentos ao editor Raimundo Gadelha pelo belo presente.
Fonte: http://jornalggn.com.br/blog/aderaldo-luciano
Por Aderaldo Luciano
Auto referenciação à guisa de introdução: — O aparecimento de um novo autor de cordel é motivo de festa e reflexão. Festa porque mais um se vê tocado pela seta cavilosa cordelial. Reflexão para discernir entre o "aventureiro", aquele que não tem compromisso com a arte; o "aproveitador", aquele que pega carona no poderio lúdico cordelístico para nutrir seu próprio egoísmo; o "experimentador", poeta que quer beber na fonte cordeliana e nela se banhar para sentir sua textura, profundidade e temperatura; o "pranteador filantrópico", que chora o fim do cordel e diz que quer ajudar a manter a arte viva; o "ignorante condenado ao inferno", aquele que pensa que conhece a arte, imagina que detém a força poética, zomba dos outros poetas e aproveita qualquer brecha para aparecer e tentar ganhar uns trocados com seus folhetos malacabados; e, por fim, o "escolhido", aquele que vem cumprir a sina, vestir-se de paladino, lutar a luta mais vã, sonhar e realizar. É o que fica. Todos nós que lidamos com o cordel nos deparamos com uns e com outros, sempre.
Há algum tempo fiz uma observação e a complementei com algumas interrogações: — O romance sumiu do cordel. O cordel de gracejo, o cordel pedagógico, o cordel das adaptações estão tomando o lugar das pelejas, dos romances, das aventuras originais. Os cordéis sobre seu Lunga, sobre o peido, sobre a bunda, sobre o chifre, etc. são best-sellers. Mas e os romances? Quem tem fôlego para o cordel original? Motivos não faltam. Faltarão poetas? — Atento a esse questionamento, Felipe Júnior, aproveitando minha passagem pelo Recife, durante a Bienal do Livro, aparteou-me e disse-me: — Tu não querias um romance? Olhaí? — E que belo texto encontrei, porque Felipe narra, descreve e reflete a vida sem perder a poesia, utilizando-a como ferramente para engrandecer sua obra. O Romance de Maria e Ezequiel ou O Grande Golpe do Destino cumpre todos os quesitos do romance cordelístico, aliás, o destino tem sido, desde a fundação, o tema base dos romances. Felipe, com maestria de quem não é novato (vide a breve introdução no início do post) divide o seu relato exatamente como o fizeram os pais do cordel brasileiro: na primeira estrofe faz a proposição, apresentando uma tese a ser defendida durante a narração; nas próximas 9 estrofes apresenta os personagens (Antonio Justino e sua mulher Helena, o coronel João Arraes e os protagonistas Ezequiel e Maria Luiza); por volta da estrofe 10 nos oferece a chave para todo o desenrolar da ação:
Antonio e Helena viram
Que pra ter felicidade
A menina precisava
De pai e mãe de verdade
E, portanto, a entregaram
Ao coronel da cidade.
A partir daí, o sofrimento dos pais que não podiam criar uma criança por falta total de condições econômicas e sociais é esmiuçado para que os pobres leitores deixemos nascer dentro de nós os pactos ficcionais que nos fazem simpatizar com uns personagens e antipatizar com outros. O narrador de Felipe é um intrometido que sabe tudo o que vai pelo coração dos personagens, prevê os seus atos, lê seus pensamentos e oferece uma leitura própria do mundo. Assim, de vez em quando, ele interrompe a narrativa para nos dar uma reflexão:
O grande golpe da vida
É necessário esquecer,
Pois por mais que ele nos fira
Ou que nos faça sofrer
Temos que buscar na vida
Um motivo pra viver.
De novo:
Entretanto quando o homem
Já se sente muito esperto,
A vida vem e coloca
Seu destino como incerto
Deixando um grande buraco
No seu coração aberto.
E novamente:
A vida nos mostra fatos
Que quer vê pede clemência,
Mas quando temos razão
E se agirmos com prudência
Pra ter um bom resultado
Baste termos persistência.
Esses três momentos reflexivos do narrador são as marcas para anunciar a mudança de ação e erguer novos cenários. A primeira, marca o preenchimento da lacuna da perda da filha com o anúncio do nascimento de Ezequiel; a segunda, corta para o fato que transformará a vida de todos os personagens e o aparecimento de outros personagens coadjuvantes: o casamento de uma linda donzela que tocará o coração de Ezequiel; e a terceira, nos traz o clímax da narrativa (que deixarei em aberto para que você, meu nobre leitor, contacte o autor e peça um exemplar do romance).
Felipe Júnior é um professor de Filosofia, mas em sua base é um poeta repleto de virtudes e atuações. Lá no Recife é figura presente na cena cultural. Com esse romance, trilha o caminho da Geração Princesa, dialoga com a Geração Prometida e consolida-se meio à Geração Coroada do Cordel Brasileiro, esta que perfaz a contemporaneidade cordelística. Felipe é um escolhido.
Fonte: http://jornalggn.com.br/blogs/aderaldo-luciano
Auto referenciação à guisa de introdução: — O aparecimento de um novo autor de cordel é motivo de festa e reflexão. Festa porque mais um se vê tocado pela seta cavilosa cordelial. Reflexão para discernir entre o "aventureiro", aquele que não tem compromisso com a arte; o "aproveitador", aquele que pega carona no poderio lúdico cordelístico para nutrir seu próprio egoísmo; o "experimentador", poeta que quer beber na fonte cordeliana e nela se banhar para sentir sua textura, profundidade e temperatura; o "pranteador filantrópico", que chora o fim do cordel e diz que quer ajudar a manter a arte viva; o "ignorante condenado ao inferno", aquele que pensa que conhece a arte, imagina que detém a força poética, zomba dos outros poetas e aproveita qualquer brecha para aparecer e tentar ganhar uns trocados com seus folhetos malacabados; e, por fim, o "escolhido", aquele que vem cumprir a sina, vestir-se de paladino, lutar a luta mais vã, sonhar e realizar. É o que fica. Todos nós que lidamos com o cordel nos deparamos com uns e com outros, sempre.
Há algum tempo fiz uma observação e a complementei com algumas interrogações: — O romance sumiu do cordel. O cordel de gracejo, o cordel pedagógico, o cordel das adaptações estão tomando o lugar das pelejas, dos romances, das aventuras originais. Os cordéis sobre seu Lunga, sobre o peido, sobre a bunda, sobre o chifre, etc. são best-sellers. Mas e os romances? Quem tem fôlego para o cordel original? Motivos não faltam. Faltarão poetas? — Atento a esse questionamento, Felipe Júnior, aproveitando minha passagem pelo Recife, durante a Bienal do Livro, aparteou-me e disse-me: — Tu não querias um romance? Olhaí? — E que belo texto encontrei, porque Felipe narra, descreve e reflete a vida sem perder a poesia, utilizando-a como ferramente para engrandecer sua obra. O Romance de Maria e Ezequiel ou O Grande Golpe do Destino cumpre todos os quesitos do romance cordelístico, aliás, o destino tem sido, desde a fundação, o tema base dos romances. Felipe, com maestria de quem não é novato (vide a breve introdução no início do post) divide o seu relato exatamente como o fizeram os pais do cordel brasileiro: na primeira estrofe faz a proposição, apresentando uma tese a ser defendida durante a narração; nas próximas 9 estrofes apresenta os personagens (Antonio Justino e sua mulher Helena, o coronel João Arraes e os protagonistas Ezequiel e Maria Luiza); por volta da estrofe 10 nos oferece a chave para todo o desenrolar da ação:
Antonio e Helena viram
Que pra ter felicidade
A menina precisava
De pai e mãe de verdade
E, portanto, a entregaram
Ao coronel da cidade.
A partir daí, o sofrimento dos pais que não podiam criar uma criança por falta total de condições econômicas e sociais é esmiuçado para que os pobres leitores deixemos nascer dentro de nós os pactos ficcionais que nos fazem simpatizar com uns personagens e antipatizar com outros. O narrador de Felipe é um intrometido que sabe tudo o que vai pelo coração dos personagens, prevê os seus atos, lê seus pensamentos e oferece uma leitura própria do mundo. Assim, de vez em quando, ele interrompe a narrativa para nos dar uma reflexão:
O grande golpe da vida
É necessário esquecer,
Pois por mais que ele nos fira
Ou que nos faça sofrer
Temos que buscar na vida
Um motivo pra viver.
De novo:
Entretanto quando o homem
Já se sente muito esperto,
A vida vem e coloca
Seu destino como incerto
Deixando um grande buraco
No seu coração aberto.
E novamente:
A vida nos mostra fatos
Que quer vê pede clemência,
Mas quando temos razão
E se agirmos com prudência
Pra ter um bom resultado
Baste termos persistência.
Esses três momentos reflexivos do narrador são as marcas para anunciar a mudança de ação e erguer novos cenários. A primeira, marca o preenchimento da lacuna da perda da filha com o anúncio do nascimento de Ezequiel; a segunda, corta para o fato que transformará a vida de todos os personagens e o aparecimento de outros personagens coadjuvantes: o casamento de uma linda donzela que tocará o coração de Ezequiel; e a terceira, nos traz o clímax da narrativa (que deixarei em aberto para que você, meu nobre leitor, contacte o autor e peça um exemplar do romance).
Felipe Júnior é um professor de Filosofia, mas em sua base é um poeta repleto de virtudes e atuações. Lá no Recife é figura presente na cena cultural. Com esse romance, trilha o caminho da Geração Princesa, dialoga com a Geração Prometida e consolida-se meio à Geração Coroada do Cordel Brasileiro, esta que perfaz a contemporaneidade cordelística. Felipe é um escolhido.
Fonte: http://jornalggn.com.br/blogs/aderaldo-luciano
Nos últimos tempos, visando a formação de agentes sociais e comerciais autônomos, viu-se a palavra "empreendedorismo" tomar ares de pedra filosofal. Prêmios para o empreendedor do ano, felicitações, estudos de casos, crédito (pouco e dificultado, mas presente), planos de governo (microempreendedor individual) e outras afirmações vêm marcando o estatuto nacional. No nordeste, essas raízes são antigas e promoveram o sistema de criação e distribuição do cordel.
No sistema cordelístico os pioneiros são, sem mácula e com sucesso: Leandro Gomes de Barros, o fundador; João Martins de Athayde, o expansor; e José Bernardo da Silva, o visionário. E é sobre esse último que derramaremos nossas pequenas luzes.
José Bernardo chegou no Juazeiro em 1926, vindo de Palmeira dos Índios, nas Alagoas, mas só começou a escrever versos em 1930. Ao mesmo tempo passou também a negociar com poesia, mas sem se afastar da agricultura, como ele mesmo afirma: "Eu nunca vivi somente de poesia." Entretanto sua prática coloca em dúvida essa afirmação pois estabeleceu sua própria Tipografia São Francisco, comprou algumas máquinas a partir de 1938: a primeira de Assis Bezerra, da Tipografia Minerva, em Fortaleza; depois comprou mais uma máquina da Tipografia Paulina, hoje Edições Paulinas; a seguir comprou mais uma de Dr. Feitosa. E a partir daí não parou mais, transformando-se no maior editor de cordéis no Nordeste brasileiro.
A grande virada na vida de editor de José Bernardo foi a compra do acervo de João Martins de Athayde, segundo o próprio Bernardo: "... eu comprei essa coleção do Athayde, que é a maior, que eu chego no fim dela com esses romances mesmos, que nós não temos capacidade para imprimir todos." Para alguns essa negociação se deu na década de 50, mas um depoimento da viúva de Athayde aponta para outra data. Diz Dona Sofia Cavalcanti de Athayde: "... Foi mais ou menos em 1942, porque esse menino nasceu em 1945, ele era novinho, foi quando ele mudou-se para a Rua Imperial, que a casa também era nossa, ali junto do rio Una." Como Athayde se aproximava dos 70 anos é possível que a compra tenha se dado entre 42 e 47, mas não na década de 50.
José Bernardo faleceu em 1972 vendo seu negócio em decadência. Sempre colocou a culpa nos cordéis publicados em São Paulo pela Editora Prelúdio. Ao contrário do que diziam os pesquisadores, não foi o rádio, o jornal, tampouco a televisão os responsáveis pela crise e fechamento das editoras de cordel no interior do Nordeste. É o que diz José Bernardo: "Principal exemplo no Norte, digamos, que tem a Prelúdio, no Sul... Faz uma capa muito bonita, porque tem máquinas suficientes, e nós não podemos aplicar o papel adequado que chame a atenção da plateia como eles lá. Já é o fracasso, tanto em clichés como em papel para a capa."
José Bernardo tem grande importância para mim, especialmente. Explico. A teoria sobre o cordel brasileiro que desenvolvi estuda o cordel a partir dos seus traços literários, abandonando aquela marca folclórica que alguns pesquisadores continuam a apregoar. O cordel não é folclore porque não é anônimo, tem autor, editora e datação. Esses mesmos estudiosos desenvolveram uma tabela de classificação dos temas do cordel e o foram organizando em ciclos. Mas esses ciclos são regidos também pelos estudos folclóricos, logo, obsoletos. A minha classificação abrange o cordel observando a aplicação dos gêneros literários, oferecendo ao cordel aquele traço que lhe é fundamental: o traço poético. Obedecendo à classficação clássica temos os cordéis de predominância lírica, epopéica, dramática. Obedecendo à classificação moderna, encontramos o cordel ensaístico, biográfico, performático. Encontramos também a crônica cordelística. Essa teoria iniciou-se com meu encontro com o cordel "Conselhos Paternais", de José Bernardo da Silva, no qual não é contada uma história, nem retratada uma peleja. É um cordel lírico, quando o poeta apenas reflete sobre como deveria ser o filho ideal.
Pra mim, José Bernardo da Silva foi o visionário que, sob as bençãos do Padre Cícero, fundou a Tipografia São Francisco, no Juazeiro do Norte, Ceará. Suas máquinas irrigaram o Nordeste de folhetos de cordel. De sua pequena valise desabaram versos e rimas pelo chão do mundo, pelo céu dos planetas, pelos olhos das gentes, pelas mãos dos viventes. Foi uma entidade plantada no Cariri, um mandacaru polido no barro do massapê, soprado pela divindade para alegrar as nossas vidas. Domou o Dragão, de Juvenal, namorou a Donzela Teodora, amasiou-se com a Imperatriz Porcina, foi companheiro de João de Calais. À noite, no breu dos tempos que longe vão, não amaldiçoou a escuridão, pelo contrário, acendeu a lamparina da poesia, desenhou caminhos de luz para nós, leitores, poetas e sonâmbulos. Com as mãos sujas de tinta gráfica escreveu versos limpos e profundos, revelou o sertão para todos. Sua gráfica foi um portal para outra dimensão, foi o buraco transcendental no qual caímos todos, seduzidos pelo seu carisma. José Bernardo da Silva, mais que Homem, Semideus, Titã, herói dos folhetos, lenda e protetor! Nossos mais profundos respeitos!
Fonte: http://jornalggn.com.br/blog/aderaldo-luciano
No sistema cordelístico os pioneiros são, sem mácula e com sucesso: Leandro Gomes de Barros, o fundador; João Martins de Athayde, o expansor; e José Bernardo da Silva, o visionário. E é sobre esse último que derramaremos nossas pequenas luzes.
José Bernardo chegou no Juazeiro em 1926, vindo de Palmeira dos Índios, nas Alagoas, mas só começou a escrever versos em 1930. Ao mesmo tempo passou também a negociar com poesia, mas sem se afastar da agricultura, como ele mesmo afirma: "Eu nunca vivi somente de poesia." Entretanto sua prática coloca em dúvida essa afirmação pois estabeleceu sua própria Tipografia São Francisco, comprou algumas máquinas a partir de 1938: a primeira de Assis Bezerra, da Tipografia Minerva, em Fortaleza; depois comprou mais uma máquina da Tipografia Paulina, hoje Edições Paulinas; a seguir comprou mais uma de Dr. Feitosa. E a partir daí não parou mais, transformando-se no maior editor de cordéis no Nordeste brasileiro.
A grande virada na vida de editor de José Bernardo foi a compra do acervo de João Martins de Athayde, segundo o próprio Bernardo: "... eu comprei essa coleção do Athayde, que é a maior, que eu chego no fim dela com esses romances mesmos, que nós não temos capacidade para imprimir todos." Para alguns essa negociação se deu na década de 50, mas um depoimento da viúva de Athayde aponta para outra data. Diz Dona Sofia Cavalcanti de Athayde: "... Foi mais ou menos em 1942, porque esse menino nasceu em 1945, ele era novinho, foi quando ele mudou-se para a Rua Imperial, que a casa também era nossa, ali junto do rio Una." Como Athayde se aproximava dos 70 anos é possível que a compra tenha se dado entre 42 e 47, mas não na década de 50.
José Bernardo faleceu em 1972 vendo seu negócio em decadência. Sempre colocou a culpa nos cordéis publicados em São Paulo pela Editora Prelúdio. Ao contrário do que diziam os pesquisadores, não foi o rádio, o jornal, tampouco a televisão os responsáveis pela crise e fechamento das editoras de cordel no interior do Nordeste. É o que diz José Bernardo: "Principal exemplo no Norte, digamos, que tem a Prelúdio, no Sul... Faz uma capa muito bonita, porque tem máquinas suficientes, e nós não podemos aplicar o papel adequado que chame a atenção da plateia como eles lá. Já é o fracasso, tanto em clichés como em papel para a capa."
José Bernardo tem grande importância para mim, especialmente. Explico. A teoria sobre o cordel brasileiro que desenvolvi estuda o cordel a partir dos seus traços literários, abandonando aquela marca folclórica que alguns pesquisadores continuam a apregoar. O cordel não é folclore porque não é anônimo, tem autor, editora e datação. Esses mesmos estudiosos desenvolveram uma tabela de classificação dos temas do cordel e o foram organizando em ciclos. Mas esses ciclos são regidos também pelos estudos folclóricos, logo, obsoletos. A minha classificação abrange o cordel observando a aplicação dos gêneros literários, oferecendo ao cordel aquele traço que lhe é fundamental: o traço poético. Obedecendo à classficação clássica temos os cordéis de predominância lírica, epopéica, dramática. Obedecendo à classificação moderna, encontramos o cordel ensaístico, biográfico, performático. Encontramos também a crônica cordelística. Essa teoria iniciou-se com meu encontro com o cordel "Conselhos Paternais", de José Bernardo da Silva, no qual não é contada uma história, nem retratada uma peleja. É um cordel lírico, quando o poeta apenas reflete sobre como deveria ser o filho ideal.
Pra mim, José Bernardo da Silva foi o visionário que, sob as bençãos do Padre Cícero, fundou a Tipografia São Francisco, no Juazeiro do Norte, Ceará. Suas máquinas irrigaram o Nordeste de folhetos de cordel. De sua pequena valise desabaram versos e rimas pelo chão do mundo, pelo céu dos planetas, pelos olhos das gentes, pelas mãos dos viventes. Foi uma entidade plantada no Cariri, um mandacaru polido no barro do massapê, soprado pela divindade para alegrar as nossas vidas. Domou o Dragão, de Juvenal, namorou a Donzela Teodora, amasiou-se com a Imperatriz Porcina, foi companheiro de João de Calais. À noite, no breu dos tempos que longe vão, não amaldiçoou a escuridão, pelo contrário, acendeu a lamparina da poesia, desenhou caminhos de luz para nós, leitores, poetas e sonâmbulos. Com as mãos sujas de tinta gráfica escreveu versos limpos e profundos, revelou o sertão para todos. Sua gráfica foi um portal para outra dimensão, foi o buraco transcendental no qual caímos todos, seduzidos pelo seu carisma. José Bernardo da Silva, mais que Homem, Semideus, Titã, herói dos folhetos, lenda e protetor! Nossos mais profundos respeitos!
Fonte: http://jornalggn.com.br/blog/aderaldo-luciano
A cidade de Areia, no Brejo paraibano foi palco de um acidente que assustou os moradores na tarde desta terça-feira (28). Por volta das 14 horas, um caminhão carreta de placa: PEG 3888 de Olinda, Pernambuco que transportava uma retroescavadeira, com destino a um condomínio fechado na zona rural do município engalhou na fiação elétrica e acabou arrancando três postes na Rua Pedro Américo, próximo a Igreja Matriz..
O motorista que não se identificou disse ao PB Agora que não teve culpa do acidente. Ele revelou que seguia com destino ao Condomínio Serra de Areia, quando trafegava pela Rua Pedro Américo e um ferro da retroescavadeira engalhou na fiação de alta tensão e que arrancou três postes. Parte da cidade está sem energia elétrica.
Ele disse ainda que por não ter visto a parte ‘engalhada’, acabou seguindo viagem e só parou porque foi chamado à atenção por populares.
Durante a colisão da carreta com a fiação, um dos postes acabou atingindo uma mulher que passava pelo local e teve que ser socorrida pelo Samu com alguns ferimentos leves.
O transito foi monitorado por funcionários da prefeitura, enquanto a via com os postes estava interditada.
Na manhã de hoje, no Rio de Janeiro, um acidente com um caminhão, em maiores proporções também ganhou o noticiário brasileiro. O caminhão colidiu e acabou derrubando uma passarela, deixando quatro pessoas mortas e cinco feridos, além de danos materiais para alguns motoristas que também foram atingidos pela queda da passarela.
Fonte: http://pbagora.com.br
O motorista que não se identificou disse ao PB Agora que não teve culpa do acidente. Ele revelou que seguia com destino ao Condomínio Serra de Areia, quando trafegava pela Rua Pedro Américo e um ferro da retroescavadeira engalhou na fiação de alta tensão e que arrancou três postes. Parte da cidade está sem energia elétrica.
Ele disse ainda que por não ter visto a parte ‘engalhada’, acabou seguindo viagem e só parou porque foi chamado à atenção por populares.
Durante a colisão da carreta com a fiação, um dos postes acabou atingindo uma mulher que passava pelo local e teve que ser socorrida pelo Samu com alguns ferimentos leves.
O transito foi monitorado por funcionários da prefeitura, enquanto a via com os postes estava interditada.
Na manhã de hoje, no Rio de Janeiro, um acidente com um caminhão, em maiores proporções também ganhou o noticiário brasileiro. O caminhão colidiu e acabou derrubando uma passarela, deixando quatro pessoas mortas e cinco feridos, além de danos materiais para alguns motoristas que também foram atingidos pela queda da passarela.
Fonte: http://pbagora.com.br
Enviado por Aderaldo Luciano
Lamentamos escrever sobre o falecimento do querido poeta Antonio Américo de Medeiros, na última terça-feira, dia 21. Em março de 2012 estivemos juntos em Patos, na Paraíba do Norte, ele já um pouco adoentado, mesmo assim tivemos uma longa conversa de muitas elucidações sobre o cordel no sertão paraibano. Américo era de São João do Sabugi, no Rio Grande do Norte, e escolheu a morada do sol para sua atuação artística e social. Publicou folhetos pela Tipografia Pontes em Guarabira - PB (Os dois que ele segura nessa fotografia que fiz: A Moça Que Mais Sofreu Na Paraíba Do Norte, o amarelinho, e A Fada Do Bosque Negro E A Princesa Safira, o azulzinho), também pela Editora Coqueiro, do Recife (História da Guerra de Juazeiro do Padre Cícero Romão Batista em 1914), ainda pela Editora Luzeiro de São Paulo (Lampião e sua história contada toda em cordel e A moça que mais sofreu na Paraíba do Norte). A Fundação Ernany Sátiro publicou sua coletânea Vida, Verso e Viola na qual se encontra o seu maior sucesso no cordel brasileiro História Completa da Cruz da Menina.
Foi um dos pioneiros de programas de rádio com violeiros repentistas na cidade de Patos com seu programa Violas e Repentes, ao lado de José Batista, na Rádio Espinharas, em novembro de 1960. Na década de 70 comprou um box no Mercado Público da cidade e passou a vender cordéis, iniciando sua tarefa de grande divulgador de nossa arte poética. Parou de cantar em 1988 e aposentou-se da venda de cordéis em 2005. Em 2003, Américo recebeu a Medalha Ednaldo do Egypto, da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, por seus serviços prestados em prol da cultura paraibana. A notícia de sua morte nos deixa com a sensação de que aos poucos vamos perdendo os nossos paladinos para o esquecimento. Não sei se alguém noticiou nos jornais paraibanos essa perda. Tomara que sim.
Como os leitores do cordel sabem, uma das assinaturas do poeta vem dentro do seu poema, nas últimas estrofes, naquilo que se conhece como acróstico. Para relembrar e homenagear o nosso poeta transcrevemos o seu acróstico em Antonio Américo, retirado de sua primeira história escrita História Completa da Cruz da Menina:
A história verdadeira
N ão me canso de contar
T oda certa e pesquisada
O melhor pude arranjar
N esta pesquisa que fiz
I sto me fez tão feliz
O poeta é pra lutar.
A Cruz da Menina agora
M e inspirou este tanto
E u nunca pensei fazer
R ica história leio e canto
I nspiração nordestina
C ontei da Cruz da Menina
O fato verídico e santo.
Antonio Américo estava com 84 anos. Descanse em paz, meu querido amigo e obrigado por tudo!
Fonte: jornalggn.com.br/blog/aderaldo-luciano
Lamentamos escrever sobre o falecimento do querido poeta Antonio Américo de Medeiros, na última terça-feira, dia 21. Em março de 2012 estivemos juntos em Patos, na Paraíba do Norte, ele já um pouco adoentado, mesmo assim tivemos uma longa conversa de muitas elucidações sobre o cordel no sertão paraibano. Américo era de São João do Sabugi, no Rio Grande do Norte, e escolheu a morada do sol para sua atuação artística e social. Publicou folhetos pela Tipografia Pontes em Guarabira - PB (Os dois que ele segura nessa fotografia que fiz: A Moça Que Mais Sofreu Na Paraíba Do Norte, o amarelinho, e A Fada Do Bosque Negro E A Princesa Safira, o azulzinho), também pela Editora Coqueiro, do Recife (História da Guerra de Juazeiro do Padre Cícero Romão Batista em 1914), ainda pela Editora Luzeiro de São Paulo (Lampião e sua história contada toda em cordel e A moça que mais sofreu na Paraíba do Norte). A Fundação Ernany Sátiro publicou sua coletânea Vida, Verso e Viola na qual se encontra o seu maior sucesso no cordel brasileiro História Completa da Cruz da Menina.
Foi um dos pioneiros de programas de rádio com violeiros repentistas na cidade de Patos com seu programa Violas e Repentes, ao lado de José Batista, na Rádio Espinharas, em novembro de 1960. Na década de 70 comprou um box no Mercado Público da cidade e passou a vender cordéis, iniciando sua tarefa de grande divulgador de nossa arte poética. Parou de cantar em 1988 e aposentou-se da venda de cordéis em 2005. Em 2003, Américo recebeu a Medalha Ednaldo do Egypto, da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, por seus serviços prestados em prol da cultura paraibana. A notícia de sua morte nos deixa com a sensação de que aos poucos vamos perdendo os nossos paladinos para o esquecimento. Não sei se alguém noticiou nos jornais paraibanos essa perda. Tomara que sim.
Como os leitores do cordel sabem, uma das assinaturas do poeta vem dentro do seu poema, nas últimas estrofes, naquilo que se conhece como acróstico. Para relembrar e homenagear o nosso poeta transcrevemos o seu acróstico em Antonio Américo, retirado de sua primeira história escrita História Completa da Cruz da Menina:
A história verdadeira
N ão me canso de contar
T oda certa e pesquisada
O melhor pude arranjar
N esta pesquisa que fiz
I sto me fez tão feliz
O poeta é pra lutar.
A Cruz da Menina agora
M e inspirou este tanto
E u nunca pensei fazer
R ica história leio e canto
I nspiração nordestina
C ontei da Cruz da Menina
O fato verídico e santo.
Antonio Américo estava com 84 anos. Descanse em paz, meu querido amigo e obrigado por tudo!
Fonte: jornalggn.com.br/blog/aderaldo-luciano
Por Aderaldo Luciano
1. No último dia 8 de janeiro, o cordel festejou o aniversário de Azulão, nascido em Sapé, na Paraíba do Norte, foi pioneiro da divulgação da poesia nordestina no Rio de Janeiro, fundador da Feira de São Cristóvão, autor de incontáveis títulos, folheteiro, violeiro e cantador. São 80 anos e mais de 500 folhetos decorados na cabeça branca. Criador de “pinicados” na viola, viu o Cego Aderaldo tocar no Rio, cantou com João Paulo Jr. Azulão é mais que um pássaro. É nosso voo e nosso pouso seguro. Curtam a capa de um de seus inúmeros sucessos: Vitória de Renato e o Amor de Mariana.
2. Conheci Azulão em 1986 quando cheguei no Rio, vindo de Sergipe. Naquele dia ele declamava O Trem da Meia-Noite no Largo da Carioca no centro de uma roda de ouvintes paralisados. Falava de tudo que acontecia no trem da Central. Versos numa métrica impecável, rimas perfeitas e interpretação magistral. Também eu, que já pensava em tornar-me poeta, paralisei-me e resolvi rever minhas preferências. Depois encontrei-o várias vezes fazendo a mesma coisa: poesia. Hoje, somos amigos e me emociono todas as vezes em que vou a sua casa. Sempre tem uma novidade, no cordel, na viola, numa observação sobre poetas com quem conviveu. Azulão escreve como quem sonha e canta como quem acabou de acordar. Outro título dele: Os Sofrimentos da Fera da Penha na Penitenciária de Bangu.
3. Pouca gente saberá quem foi Caryl Chessman. Foi morto no dia 2 de maio de 1960 na Câmara de Gás, na Califórnia, depois de 12 anos preso no Corredor da Morte. Recolhido à Penitenciária de San Quentin, Chessman alegava inocência, acusado de ser o Bandido da Luz Vermelha americano, responsável por uma série de roubos e estupros nos arredores de Hollywood. Durante a década de 1950 o caso tomaria repercussão internacional e ilustraria as páginas dos jornais brasileiros, semelhante a Saco e Vanzetti. Pois bem, é de Azulão a versão da história para o cordel.
4. Vou fechar minhas homenagens a Azulão citando mais uma vez o seu lado de cronista. Quando escreve Os Sofrimentos da Fera da Penha refere-se ao caso comovente da menina Tânia Maria, barbaramente assassinada por Neide Maria Rocha, de 22 anos na época, motivado o assassínio por ciúme e vingança, segundo os autos do processo. Seguido ao crime deram-se os supostos milagres que a criança morta estaria promovendo. Com Os Novos Milagres de Tânia finalizo minha lembrança e a felicidade de poder ter conhecido Azulão no melhor de sua forma.
5. Todos esses folhetos de Azulão foram publicados no Rio de Janeiro por A Modinha Popular. Reparem nas capas em três cores, semelhantes ao que a Prelúdio produzia na época em São Paulo. Assim como a editora paulistana, A Modinha, carioca, tinha em sua linha editorial, a publicação de revistas com letras de música e o dia-a-dia da classe artística e seguiu a orientação de publicar cordéis para alcançar o público nordestino que desembarcava no Rio. Azulão e Apolonio Alves são pioneiros na editora.
1. No último dia 8 de janeiro, o cordel festejou o aniversário de Azulão, nascido em Sapé, na Paraíba do Norte, foi pioneiro da divulgação da poesia nordestina no Rio de Janeiro, fundador da Feira de São Cristóvão, autor de incontáveis títulos, folheteiro, violeiro e cantador. São 80 anos e mais de 500 folhetos decorados na cabeça branca. Criador de “pinicados” na viola, viu o Cego Aderaldo tocar no Rio, cantou com João Paulo Jr. Azulão é mais que um pássaro. É nosso voo e nosso pouso seguro. Curtam a capa de um de seus inúmeros sucessos: Vitória de Renato e o Amor de Mariana.
2. Conheci Azulão em 1986 quando cheguei no Rio, vindo de Sergipe. Naquele dia ele declamava O Trem da Meia-Noite no Largo da Carioca no centro de uma roda de ouvintes paralisados. Falava de tudo que acontecia no trem da Central. Versos numa métrica impecável, rimas perfeitas e interpretação magistral. Também eu, que já pensava em tornar-me poeta, paralisei-me e resolvi rever minhas preferências. Depois encontrei-o várias vezes fazendo a mesma coisa: poesia. Hoje, somos amigos e me emociono todas as vezes em que vou a sua casa. Sempre tem uma novidade, no cordel, na viola, numa observação sobre poetas com quem conviveu. Azulão escreve como quem sonha e canta como quem acabou de acordar. Outro título dele: Os Sofrimentos da Fera da Penha na Penitenciária de Bangu.
3. Pouca gente saberá quem foi Caryl Chessman. Foi morto no dia 2 de maio de 1960 na Câmara de Gás, na Califórnia, depois de 12 anos preso no Corredor da Morte. Recolhido à Penitenciária de San Quentin, Chessman alegava inocência, acusado de ser o Bandido da Luz Vermelha americano, responsável por uma série de roubos e estupros nos arredores de Hollywood. Durante a década de 1950 o caso tomaria repercussão internacional e ilustraria as páginas dos jornais brasileiros, semelhante a Saco e Vanzetti. Pois bem, é de Azulão a versão da história para o cordel.
4. Vou fechar minhas homenagens a Azulão citando mais uma vez o seu lado de cronista. Quando escreve Os Sofrimentos da Fera da Penha refere-se ao caso comovente da menina Tânia Maria, barbaramente assassinada por Neide Maria Rocha, de 22 anos na época, motivado o assassínio por ciúme e vingança, segundo os autos do processo. Seguido ao crime deram-se os supostos milagres que a criança morta estaria promovendo. Com Os Novos Milagres de Tânia finalizo minha lembrança e a felicidade de poder ter conhecido Azulão no melhor de sua forma.
5. Todos esses folhetos de Azulão foram publicados no Rio de Janeiro por A Modinha Popular. Reparem nas capas em três cores, semelhantes ao que a Prelúdio produzia na época em São Paulo. Assim como a editora paulistana, A Modinha, carioca, tinha em sua linha editorial, a publicação de revistas com letras de música e o dia-a-dia da classe artística e seguiu a orientação de publicar cordéis para alcançar o público nordestino que desembarcava no Rio. Azulão e Apolonio Alves são pioneiros na editora.
Os representantes dos municípios que integram a Rota Cultural Caminhos do Frio participaram de uma reunião na sede da PBTur, em João Pessoa e escolheram o município de Areia, no brejo paraibano, para abrir a edição 2014 do evento. O encontro serviu ainda para planejar as atividades que serão desenvolvidas no Brejo durante este ano.
O prefeito da cidade de Areia, Paulo Gomes, e o secretário de Cultura e Turismo, Adriano Nunes, além da presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ruth Avelino, e do Secretário de Cultura da Paraíba, Chico César estiveram presentes e referendaram a escolha, já que Areia é também conhecida nacionalmente como a terra da cultura, com destaque para o seu clima e paisagem europeia.
Além de Areia, esse ano, o Caminhos do Frio vai contar com a participação do município de Solânea, contabilizando um total de sete cidades que vão sediar o evento em 2014.
A inserção do município de Solânea no Caminhos do Frio fará parte do roteiro do projeto que tem como objetivo divulgar as particularidades da região do Brejo paraibano. Atualmente integram a rota cultural os municípios de Bananeiras, Alagoa Grande, Alagoa Nova, Pilões, Serraria e Areia.
Para o prefeito Paulo Gomes, a escolha de Areia para a abertura do evento só ressaltou a importância do fortalecimento do Brejo paraibano. “Unir os representantes para discutir questões relativas ao Brejo é muito importante. Para mim, como prefeito da cidade, só tenho a comemorar, principalmente pelo empenho da secretaria de Turismo, que vem colocando o município de volta à rota do desenvolvimento”, disse.
Durante a reunião foi apresentada uma pesquisa sobre o Caminhos do Frio, ressaltando que em 2013, cerca de 95% dos turistas que participaram do evento pretendem voltar em 2014.
Por intermédio da pesquisa, os representantes das seis cidades ficaram sabendo que cada pessoa gastou, em média, R$ 232,24; e per capita diário por volta dos R$ 98,00. “São dados estatísticos que poderão nortear as prefeituras no sentido de definir estratégias de divulgação, buscando oferecer sempre o melhor em cada edição do evento”, acredita Ruth Avelino.
Fonte: http://paraibaja.com.br
O prefeito da cidade de Areia, Paulo Gomes, e o secretário de Cultura e Turismo, Adriano Nunes, além da presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ruth Avelino, e do Secretário de Cultura da Paraíba, Chico César estiveram presentes e referendaram a escolha, já que Areia é também conhecida nacionalmente como a terra da cultura, com destaque para o seu clima e paisagem europeia.
Além de Areia, esse ano, o Caminhos do Frio vai contar com a participação do município de Solânea, contabilizando um total de sete cidades que vão sediar o evento em 2014.
A inserção do município de Solânea no Caminhos do Frio fará parte do roteiro do projeto que tem como objetivo divulgar as particularidades da região do Brejo paraibano. Atualmente integram a rota cultural os municípios de Bananeiras, Alagoa Grande, Alagoa Nova, Pilões, Serraria e Areia.
Para o prefeito Paulo Gomes, a escolha de Areia para a abertura do evento só ressaltou a importância do fortalecimento do Brejo paraibano. “Unir os representantes para discutir questões relativas ao Brejo é muito importante. Para mim, como prefeito da cidade, só tenho a comemorar, principalmente pelo empenho da secretaria de Turismo, que vem colocando o município de volta à rota do desenvolvimento”, disse.
Durante a reunião foi apresentada uma pesquisa sobre o Caminhos do Frio, ressaltando que em 2013, cerca de 95% dos turistas que participaram do evento pretendem voltar em 2014.
Por intermédio da pesquisa, os representantes das seis cidades ficaram sabendo que cada pessoa gastou, em média, R$ 232,24; e per capita diário por volta dos R$ 98,00. “São dados estatísticos que poderão nortear as prefeituras no sentido de definir estratégias de divulgação, buscando oferecer sempre o melhor em cada edição do evento”, acredita Ruth Avelino.
Fonte: http://paraibaja.com.br
A Fundação Casa de José Américo foi comunicada que o livro “A Bagaceira”, de autoria do Ministro José Américo de Almeida, integra a coleção “Primavera dos Clássicos”, que reúne mais de 50 autores nacionais, entre os quais Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Dias Gomes, Paulo Freire, Antonio Callado e Machado de Assis.
A coleção divide os autores em duas partes, sendo a primeira delas intitulada “Na história”, com aqueles já falecidos. A segunda se intitula “Na estrada”, com autores vivos a exemplo de Lya Luft, Ariano Suassuna, Rubem Alves, Nélida Piñon, Marina Colasanti e Marco Lucchesi.
A “Primavera dos Clássicos” tem por objetivo resgatar importantes autores que compõem o acervo do Grupo Editorial Record e desempenham papel relevante na literatura brasileira, conforme apresentação da Pedagoga e Mestre em Educação Anna Rennhack que, em outro ponto destaca “a importância do retorno da leitura dos autores nacionais à escola de ensino médio, permitindo contato dos alunos com textos de variados estilos, gêneros e abordagens”.
O exemplar do Catálogo “Primavera dos Clássicos” foi encaminhado a Fundação Casa de José Américo pela gerente Editorial Maria Amélia Mello, do Grupo Editorial Record/ José Olympio Editora, do Rio de Janeiro.
A coleção divide os autores em duas partes, sendo a primeira delas intitulada “Na história”, com aqueles já falecidos. A segunda se intitula “Na estrada”, com autores vivos a exemplo de Lya Luft, Ariano Suassuna, Rubem Alves, Nélida Piñon, Marina Colasanti e Marco Lucchesi.
A “Primavera dos Clássicos” tem por objetivo resgatar importantes autores que compõem o acervo do Grupo Editorial Record e desempenham papel relevante na literatura brasileira, conforme apresentação da Pedagoga e Mestre em Educação Anna Rennhack que, em outro ponto destaca “a importância do retorno da leitura dos autores nacionais à escola de ensino médio, permitindo contato dos alunos com textos de variados estilos, gêneros e abordagens”.
O exemplar do Catálogo “Primavera dos Clássicos” foi encaminhado a Fundação Casa de José Américo pela gerente Editorial Maria Amélia Mello, do Grupo Editorial Record/ José Olympio Editora, do Rio de Janeiro.
Lau Siqueira também teve nome incluído em coletânea de poemas.
Lau Siqueira e Chico César trocam figurinhas não só nos corredores burocráticos. Na condição de, respectivamente, presidente da Funesc, e secretário da Cultura do Estado, ambos têm suas atividades ligadas à escrita. Chico César faz as letras que canta e brinda compositores, Lau Siqueira tem sua poesia divulgada em livros, faz sucesso na internet, desde os primeiros tempos da rede mundial de computadores. Agora, outro ponto os liga: a literatura infantil.
O gaúcho mais paraibano que há celebrou, no final do ano passado, sua inclusão na antologia “Poemas que escolhi para crianças”, editada pela Salamandra, e organizada por ninguém menos que Ruth Rocha. Ao todo foram 40 autores brasileiros, Lau Siqueira figurou entre autores como Ana Maria Machado, Artur Azevedo, Carlos Drummond de Andrade, Casemiro de Abreu, Castro Alves, Ferreira Gullar, Mario Quintana, Olavo Bilac, Patativa do Assaré, Paulo Leminski, Pedro Bandeira, Vinicius de Moraes.
“Minha neta me cobrou e tempos depois me veio esta surpresa: estar numa antologia dirigida ao Ensino Fundamental I com um poema escrito e publicado no livro O Guardador de Sorrisos, em 1998 que não foi, absolutamente pensado e executado para crianças”, informa Lau. “Logicamente, comecei a pensar em alguns textos que eu acho que podem funcionar para trabalhar com crianças. Está sim nos meus planos juntar alguns poemas e escrever outros, mas fazer a publicação - e não os poemas - dirigida para crianças”.
Raimundo Gadelha, escritor e editor da Escrituras, anunciou que convidou autores que nunca haviam escrito obras infantis. “Um outro grande autor que participará, que nunca escreveu nada infantil, é o Chico César. Uma historinha linda, que é o ‘Alan Laranjeira e a maçã do amor’”. Em contato com a reportagem, Chico confirmou o livro, mas achou melhor conversar sobre o trabalho em outro momento. A produção da obra ainda está em andamento.
Lau Siqueira e Chico César trocam figurinhas não só nos corredores burocráticos. Na condição de, respectivamente, presidente da Funesc, e secretário da Cultura do Estado, ambos têm suas atividades ligadas à escrita. Chico César faz as letras que canta e brinda compositores, Lau Siqueira tem sua poesia divulgada em livros, faz sucesso na internet, desde os primeiros tempos da rede mundial de computadores. Agora, outro ponto os liga: a literatura infantil.
O gaúcho mais paraibano que há celebrou, no final do ano passado, sua inclusão na antologia “Poemas que escolhi para crianças”, editada pela Salamandra, e organizada por ninguém menos que Ruth Rocha. Ao todo foram 40 autores brasileiros, Lau Siqueira figurou entre autores como Ana Maria Machado, Artur Azevedo, Carlos Drummond de Andrade, Casemiro de Abreu, Castro Alves, Ferreira Gullar, Mario Quintana, Olavo Bilac, Patativa do Assaré, Paulo Leminski, Pedro Bandeira, Vinicius de Moraes.
“Minha neta me cobrou e tempos depois me veio esta surpresa: estar numa antologia dirigida ao Ensino Fundamental I com um poema escrito e publicado no livro O Guardador de Sorrisos, em 1998 que não foi, absolutamente pensado e executado para crianças”, informa Lau. “Logicamente, comecei a pensar em alguns textos que eu acho que podem funcionar para trabalhar com crianças. Está sim nos meus planos juntar alguns poemas e escrever outros, mas fazer a publicação - e não os poemas - dirigida para crianças”.
Raimundo Gadelha, escritor e editor da Escrituras, anunciou que convidou autores que nunca haviam escrito obras infantis. “Um outro grande autor que participará, que nunca escreveu nada infantil, é o Chico César. Uma historinha linda, que é o ‘Alan Laranjeira e a maçã do amor’”. Em contato com a reportagem, Chico confirmou o livro, mas achou melhor conversar sobre o trabalho em outro momento. A produção da obra ainda está em andamento.
Berço de artistas como Pedro Américo e José Américo de Almeida, e lugar onde está localizado o Teatro Minerva – primeiro teatro da Paraíba; a cidade de Areia, localizada no Brejo paraibano, será palco do primeiro “Letras e Luzes na Serra: Festa Literária de Areia”.
A cidade de Areia respira cultura. Famosa por seu potencial histórico cultural e turístico, incluindo roteiros e vários eventos como: Caminhos do Frio, Caminhos dos engenhos, Festival Brasileiro da cachaça, rapadura e açúcar mascavo, Brega areia e o Festival de Artes de Areia. Eis que este ano surge, para abrilhantar ainda mais esta cidade a festa literária que ocorrerá nos dias 19, 20 e 21 de dezembro (2013), das 8 às 11 horas.
A presença do cantor Santana que, dispensa apresentações, foi confirmada como uma das principais atrações do evento no dia 21 de dezembro. Além dessa grande atração, a feira literária contará com nomes importantes da literatura regional e nacional e em sua programação ocorrerão oficinas, mini-cursos, palestras, mesas redondas, feiras de livros e apresentações de teatro, musica e dança. O evento tem como objetivo estimular a leitura enaltecer a importância da literatura e da cultura na vida das pessoas.
E o Brejo estará em festa e as luzes desse festival serão as palavras e a imaginação de um povo que respira cultura e arte. Para quem quiser obter mais informações e se inscrever no evento pode acessar o site:
http://www.festaliterariadeareia.com.br/
Fonte: Paraíba Geral por Erika Cavalcante
A cidade de Areia respira cultura. Famosa por seu potencial histórico cultural e turístico, incluindo roteiros e vários eventos como: Caminhos do Frio, Caminhos dos engenhos, Festival Brasileiro da cachaça, rapadura e açúcar mascavo, Brega areia e o Festival de Artes de Areia. Eis que este ano surge, para abrilhantar ainda mais esta cidade a festa literária que ocorrerá nos dias 19, 20 e 21 de dezembro (2013), das 8 às 11 horas.
A presença do cantor Santana que, dispensa apresentações, foi confirmada como uma das principais atrações do evento no dia 21 de dezembro. Além dessa grande atração, a feira literária contará com nomes importantes da literatura regional e nacional e em sua programação ocorrerão oficinas, mini-cursos, palestras, mesas redondas, feiras de livros e apresentações de teatro, musica e dança. O evento tem como objetivo estimular a leitura enaltecer a importância da literatura e da cultura na vida das pessoas.
E o Brejo estará em festa e as luzes desse festival serão as palavras e a imaginação de um povo que respira cultura e arte. Para quem quiser obter mais informações e se inscrever no evento pode acessar o site:
http://www.festaliterariadeareia.com.br/
Fonte: Paraíba Geral por Erika Cavalcante
Moradores do município de Areia interditam rodovia em novo protesto contra falta d’água
Dezenas de populares do município de Areia, no brejo paraibano, interditaram a PB 079, que dá acesso ao município de Pilões, na manhã desta segunda-feira (16) para protestar contra falta d’água na cidade. Com pneus, paus e pedras, os populares trancaram a rodovia e não deixam ninguém passar pelo local até que as autoridades competentes deem um posicionamento sobre uma solução para a falta d’água.
A situação, conforme alguns moradores, é pior no Conjunto Pedro Maia, que foi entregue sem a ligação da água e da luz estabelecida. “ A energisa fez a ligação da energia, mas até agora ninguém fez a da água”, reclamou um morador.
Vários ouvintes já ligaram para a PB FM para reclamar de não poderem passar pelo local para trabalharem, tendo que retornar para suas casas devido ao protesto. Essa não é a primeira vez que os moradores de Areia realizam protesto pela falta de água na cidade. No início do ano estudantes do Centro de Ciências Agrárias, da UFPB, também interditaram uma das saídas do município para reclamar do descaso e pedir providências a Cagepa.
Fonte: PB Agora
Dezenas de populares do município de Areia, no brejo paraibano, interditaram a PB 079, que dá acesso ao município de Pilões, na manhã desta segunda-feira (16) para protestar contra falta d’água na cidade. Com pneus, paus e pedras, os populares trancaram a rodovia e não deixam ninguém passar pelo local até que as autoridades competentes deem um posicionamento sobre uma solução para a falta d’água.
A situação, conforme alguns moradores, é pior no Conjunto Pedro Maia, que foi entregue sem a ligação da água e da luz estabelecida. “ A energisa fez a ligação da energia, mas até agora ninguém fez a da água”, reclamou um morador.
Vários ouvintes já ligaram para a PB FM para reclamar de não poderem passar pelo local para trabalharem, tendo que retornar para suas casas devido ao protesto. Essa não é a primeira vez que os moradores de Areia realizam protesto pela falta de água na cidade. No início do ano estudantes do Centro de Ciências Agrárias, da UFPB, também interditaram uma das saídas do município para reclamar do descaso e pedir providências a Cagepa.
Fonte: PB Agora
O tenente Florestan Ferreira, do 10º BPM, informou que cerca de 45 presos reivindicavam melhorias na unidade prisional e a revisão de pena
Detentos da cadeia pública da cidade de Areia, no Brejo paraibano, fizeram uma rebelião na tarde desta sexta-feira (8). De acordo com informações da instituição penal, três presos ficaram feridos. A Polícia Militar e agentes carcerários que estavam no local no momento da rebelião conseguiram conter os presos de forma pacífica. O motim começou por volta das 14h30 e terminou as 20h00.
O tenente Florestan Ferreira, do 10º BPM, informou que cerca de 45 presos reivindicavam melhorias na unidade prisional e a revisão de pena. Os rebelados exigiam a presença do juiz da comarca local para discutir sobre a progressão das condenações. Os presos solicitaram a presença da imprensa.
“Celas foram destruídas, cadeados quebrados e os presidiários ocuparam o pátio central e a cozinha. Durante o tumulto, cinco presos, que estavam no isolado e acusados de estupros, foram feitos reféns”, disse o policial.
As péssimas condições das instalações o banho de sol foram uns dos principais motivos que desencadearam o tumulto.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba, não houve nenhum confronto direto entre detentos e policiais. Três detentos acusados de estupros foram espancados pelos colegas de cela e atendidos pelas equipes médicas que estavam na cadeia.
Detentos da cadeia pública da cidade de Areia, no Brejo paraibano, fizeram uma rebelião na tarde desta sexta-feira (8). De acordo com informações da instituição penal, três presos ficaram feridos. A Polícia Militar e agentes carcerários que estavam no local no momento da rebelião conseguiram conter os presos de forma pacífica. O motim começou por volta das 14h30 e terminou as 20h00.
O tenente Florestan Ferreira, do 10º BPM, informou que cerca de 45 presos reivindicavam melhorias na unidade prisional e a revisão de pena. Os rebelados exigiam a presença do juiz da comarca local para discutir sobre a progressão das condenações. Os presos solicitaram a presença da imprensa.
“Celas foram destruídas, cadeados quebrados e os presidiários ocuparam o pátio central e a cozinha. Durante o tumulto, cinco presos, que estavam no isolado e acusados de estupros, foram feitos reféns”, disse o policial.
As péssimas condições das instalações o banho de sol foram uns dos principais motivos que desencadearam o tumulto.
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba, não houve nenhum confronto direto entre detentos e policiais. Três detentos acusados de estupros foram espancados pelos colegas de cela e atendidos pelas equipes médicas que estavam na cadeia.
O Vereador Edvaldo Vigilante (PSC) da cidade de Areia, brejo paraibano, cobrou da Prefeitura a entrega dos balancetes financeiros da edilidade para analise dos vereadores da Câmara Municipal.
Segundo Edvaldo, a Prefeitura só havia entregue a câmara os balancetes referentes aos meses que compreende janeiro a junho e depois de muita cobrança de sua parte foi entregue o mês de julho.
Edvaldo Vigilante afirmou que se a prefeitura não enviar o restante dos balancetes o mesmo deverá acionar o Tribunal de Contas do Estado para pedir o bloqueio das contas até que os balancetes sejam entregues na câmara.
Fonte: Expresso PB
Segundo Edvaldo, a Prefeitura só havia entregue a câmara os balancetes referentes aos meses que compreende janeiro a junho e depois de muita cobrança de sua parte foi entregue o mês de julho.
Edvaldo Vigilante afirmou que se a prefeitura não enviar o restante dos balancetes o mesmo deverá acionar o Tribunal de Contas do Estado para pedir o bloqueio das contas até que os balancetes sejam entregues na câmara.
Fonte: Expresso PB
Dois adolescentes de 14 e 17 anos foram apreendidos após aplicar golpes em um posto de combustíveis com notas falsas, na cidade de Areia, no Brejo paraibano, nesse domingo (3). De acordo com cabo José de Anchieta, do pelotão da Polícia Militar da cidade, os acusados estavam com R$ 415,00 falsos.
O policial comentou que os menores foram detidos após o frentista do posto perceber que os menores abasteceram uma moto twistter preta, com notas de cinco reais falsas. “Após as denúncias saímos em diligências. Houve perseguição e os adolescentes tentaram se desfazer do pacote de notas falsas, mas conseguimos êxito na ação. Contabilizamos R$ 415,00 em notas falsas de R$ 5”.
Os adolescentes disseram que são da cidade de Guarabira e estavam indo em direção a Solânea visitar as namoradas. “Não acreditamos na versão deles e acreditamos que a dupla iria fazer um derrame de notas falsas na região. Mas, a Polícia Militar agiu rápido e apreendeu os garotos”, disse o cabo Anchieta.
Segundo o cabo, os menores foram encaminhados para a Central de Polícia Civil de Campina Grande e apresentados a delegada plantonista.
http://portalcorreio.uol.com.br
O policial comentou que os menores foram detidos após o frentista do posto perceber que os menores abasteceram uma moto twistter preta, com notas de cinco reais falsas. “Após as denúncias saímos em diligências. Houve perseguição e os adolescentes tentaram se desfazer do pacote de notas falsas, mas conseguimos êxito na ação. Contabilizamos R$ 415,00 em notas falsas de R$ 5”.
Os adolescentes disseram que são da cidade de Guarabira e estavam indo em direção a Solânea visitar as namoradas. “Não acreditamos na versão deles e acreditamos que a dupla iria fazer um derrame de notas falsas na região. Mas, a Polícia Militar agiu rápido e apreendeu os garotos”, disse o cabo Anchieta.
Segundo o cabo, os menores foram encaminhados para a Central de Polícia Civil de Campina Grande e apresentados a delegada plantonista.
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O famoso chifre rosa, destaque na 14ª edição do Bregareia, realizado no último final de semana de setembro de 2013, segue desaparecido e sem nenhuma informação sobre seu paradeiro. A peça cinquentenária continua sendo mencionada em diversos apelos nas redes sociais há quase duas semanas, através de uma frase que já grudou na cabeça do povo, que quer saber: ONDE ESTÁ O CHIFRE ROSA?
A Secretaria de Turismo e Eventos da prefeitura de Areia está, até mesmo, oferecendo uma recompensa para quem fornecer alguma informação que leve ao paradeiro da peça. "Vamos aderir à campanha para encontrar o chifre rosa, twitando, compartilhando e curtindo a foto e a postagem na nossa linha do tempo para que venhamos a recuperar está preciosidade que fora SUCESSO TOTAL BREGAREIA 2013", postou a equipe da secretaria na página da Setur.
O Chifre Rosa foi destaque nos três dias do evento e ficou todo o tempo exposto dentro da réplica do Bar do Chifre, que foi montado na entrada da festa, servindo como plano de fundo nas fotos dos turistas que prestigiaram o Festival na cidade de Areia, na Paraíba. A jornalista da Rede Record, Renata Alves, exibiu e tirou foto com o famoso chifre rosa durante a cobertura do evento e mostrou o objeto para todo o país no quadro Achamos no Brasil, veiculado uma semana após o termino do evento.
A expectativa dos internautas é que o apelo nas redes sociais pelo paradeiro do Chifre Rosa seja alvo de reportagem nos os programas de TV, como o da Eliana, do Ratinho, no SBT, o Pânico na TV, na Band e até mesmo o Domingo Espetacular, da Record a fim de que um apelo nacional possa levar ao resgate desse patrimônio cultural do BREGAREIA.
Márcia Dias - PB Agora
OBS.: Pode até parecer uma brincadeira! Mas consiste em perda de um dos nossos elementos + importantes da cultura de Areia e por conseguinte, BREGAREIA!!!
A Secretaria de Turismo e Eventos da prefeitura de Areia está, até mesmo, oferecendo uma recompensa para quem fornecer alguma informação que leve ao paradeiro da peça. "Vamos aderir à campanha para encontrar o chifre rosa, twitando, compartilhando e curtindo a foto e a postagem na nossa linha do tempo para que venhamos a recuperar está preciosidade que fora SUCESSO TOTAL BREGAREIA 2013", postou a equipe da secretaria na página da Setur.
O Chifre Rosa foi destaque nos três dias do evento e ficou todo o tempo exposto dentro da réplica do Bar do Chifre, que foi montado na entrada da festa, servindo como plano de fundo nas fotos dos turistas que prestigiaram o Festival na cidade de Areia, na Paraíba. A jornalista da Rede Record, Renata Alves, exibiu e tirou foto com o famoso chifre rosa durante a cobertura do evento e mostrou o objeto para todo o país no quadro Achamos no Brasil, veiculado uma semana após o termino do evento.
A expectativa dos internautas é que o apelo nas redes sociais pelo paradeiro do Chifre Rosa seja alvo de reportagem nos os programas de TV, como o da Eliana, do Ratinho, no SBT, o Pânico na TV, na Band e até mesmo o Domingo Espetacular, da Record a fim de que um apelo nacional possa levar ao resgate desse patrimônio cultural do BREGAREIA.
Márcia Dias - PB Agora
OBS.: Pode até parecer uma brincadeira! Mas consiste em perda de um dos nossos elementos + importantes da cultura de Areia e por conseguinte, BREGAREIA!!!
A 1ª Reunião Nordestina de Ciência do Solo, ocorrida no período de 22 a 26 de setembro, no município de Areia (PB), foi concluída com êxito de acordo com a avaliação da Comissão Organizadora. A adesão dos profissionais e estudantes superou as expectativas em termos de público e de qualidade dos conteúdos apresentados e discutidos: participaram mais de 500 profissionais e estudantes, foram submetidos e aceitos cerca de 430 resumos expandidos, destes pouco mais de 330 foram apresentados em formato de pôsteres, e a visita técnica contou com quase 100 participantes. O evento também contou com uma programação rica e diversificada, e com um excelente conteúdo científico, composto por duas conferências, vinte palestras, cinco minicursos, e um Simpósio. Este último tratou do tema “Academia, Sociedade e Governo, como Integrá-los para o Uso Sustentável do Solo?”, com participação de representantes dos três segmentos. Além disto, também foi realizada uma visita técnica, em um trecho de aproximadamente 120 Km de rodovias federais e estaduais, abrangendo os municípios paraibanos de Areia (Brejo de Altitude), Remígio e Campina Grande (Agreste da Borborema) e Caturité (Cariri Oriental). Ao longo do percurso, foram feitas quatro paradas com o intuito de relacionar o solo e a paisagem. Destaca-se nessa viagem o caráter inédito de algumas informações sobre os solos: Latossolo com A húmico, Neossolo com A proeminente (úmbrico), Planossolo Nátrico (Caráter sódico) e Vertissolo saprolítico. O evento teve como coparticipantes na sua organização a EMBRAPA Solos, o Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI) e o apoio financeiro da Capes. Além do apoio da direção do Centro de Ciências Agrárias da UFPB.
Texto: Catarina Buriti (Assessora de Comunicação – Insa/MCTI)
Texto: Catarina Buriti (Assessora de Comunicação – Insa/MCTI)
A noite desta quinta-feira (3) foi especial para centenas de alunos do Centro de Educação (CEDUC) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que participaram da aula inaugural do semestre letivo 2013.2, realizada no Auditório III do Centro de Integração Acadêmica, no Câmpus de Bodocongó. Além de marcar oficialmente o início das atividades do calendário da graduação, os estudantes puderam participar da palestra do professor Moacir Carneiro, teórico sobre Educação, que na oportunidade ministrou aula sobre uma de suas principais obras: o livro “O nó do Ensino Médio”.
O professor Moacir, que foi aluno da Instituição quando a mesma ainda se chamava FURNe, ministrou a aula a partir do convite da direção do CEDUC, nas pessoas dos professores Rodrigo Soares e João Damasceno, diretor e diretor adjunto do Centro, respectivamente. O reitor da UEPB, professor Rangel Junior, promoveu a abertura oficial da aula reforçando a importância da Instituição receber mais uma vez o professor Moacir Carneiro que, ao longo dos anos, empresta seus conhecimentos para o desenvolvimento da Educação brasileira.
“É uma alegria muito grande poder receber o professor Moacir, que foi aluno desta Instituição e que hoje presta um serviço imensurável com seus ensinamentos voltados à Educação. Vocês, alunos, são privilegiados por terem a oportunidade de terem uma aula com um dos principais nomes do pensar Educação. Acredito que todos sairão dessa palestra com um novo olhar sobre o que significa ser um educador”, destacou o professor Rangel Junior dando boas vindas ao visitante.
Já o professor Ricardo Soares, diretor do CEDUC, destacou a importância da presença de Moacir Carneiro e disse que com esta aula inaugural o Centro de Educação começa o novo semestre com o pé direito, uma vez que as teorias abordadas pelo pedagogo se aplicam ao que é vivenciado nos cursos de Licenciatura oferecidos pela UEPB. “Ele apresentou um estudo acerca do Ensino Médio das escolas brasileiras que é um dos pontos que buscamos abordar com os alunos nos nossos cursos”, disse Ricardo.
Com o auditório lotado de estudantes, professor Moacir Carneiro agradeceu o convite para voltar à UEPB e já iniciou sua fala abordando os aspectos que destacou em seu 23º livro, ressaltando que o Estado brasileiro nunca buscou planejar o Ensino Médio da escola de massa. O teórico questionou os padrões físicos e de metodologia e a desvalorização dos professores no exercício de sua profissão. Segundo ele, existe uma separação entre o Ensino Médio e a Educação Básica, principal ponto de falha do sistema educacional brasileiro.
“O Estado prepara o Ensino Médio visando o Enem, o que é um erro, já que o Enem deveria ser o Exame de Exclusão Imediata dos alunos da rede pública. Não que eles não tenham condições de fazê-lo, por que tem, mas é porque o Enem está voltado para a universidade, enquanto que o Ensino Médio caminha olhando para a Educação Básica”, destacou o professor que ainda abordou discussões expostas em seu livro “O nó do Ensino Médio”.
“Além de todos esses problemas, estamos caminhando para uma tragédia nacional, que é o processo de extinção do professor do Ensino Médio. Com a desvalorização que há acerca desse profissional, em breve será bem mais difícil encontrar pessoas para desempenhar essa função. Além da questão principal do baixo salário docente, nós ainda passamos pelos problemas da docência como campo de trabalho e a defasagem da formação do professor como profissional”, afirmou Moacir Carneiro.
Perfil
Paraibano de Areia, Moacir Alves Carneiro é ex-professor de Organização da Educação Brasileira na UFPB e da Universidade de Brasília (UnB). Fez estudos de especialização na Universidade do Estado de Nova York e doutorado na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, de Paris. Na França, foi professor visitante do Colégio Cooperativo Internacional. Foi reitor e secretário de Estado da Educação, diretor de Operações do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação/FNDE.
Tem atuado como consultor junto a vários órgãos internacionais (Crub, Consed, MEC, Interlegis). Como representante do MEC, integrou grupos de trabalho, junto ao Congresso Nacional, na elaboração do texto final da LDB. Autor de 23 livros na área de legislação de ensino, é consultor-sênior do Instituto Interdisciplinar de Brasília e diretor da Faculdade de Direito da Faciplac-DF.
O professor Moacir, que foi aluno da Instituição quando a mesma ainda se chamava FURNe, ministrou a aula a partir do convite da direção do CEDUC, nas pessoas dos professores Rodrigo Soares e João Damasceno, diretor e diretor adjunto do Centro, respectivamente. O reitor da UEPB, professor Rangel Junior, promoveu a abertura oficial da aula reforçando a importância da Instituição receber mais uma vez o professor Moacir Carneiro que, ao longo dos anos, empresta seus conhecimentos para o desenvolvimento da Educação brasileira.
“É uma alegria muito grande poder receber o professor Moacir, que foi aluno desta Instituição e que hoje presta um serviço imensurável com seus ensinamentos voltados à Educação. Vocês, alunos, são privilegiados por terem a oportunidade de terem uma aula com um dos principais nomes do pensar Educação. Acredito que todos sairão dessa palestra com um novo olhar sobre o que significa ser um educador”, destacou o professor Rangel Junior dando boas vindas ao visitante.
Já o professor Ricardo Soares, diretor do CEDUC, destacou a importância da presença de Moacir Carneiro e disse que com esta aula inaugural o Centro de Educação começa o novo semestre com o pé direito, uma vez que as teorias abordadas pelo pedagogo se aplicam ao que é vivenciado nos cursos de Licenciatura oferecidos pela UEPB. “Ele apresentou um estudo acerca do Ensino Médio das escolas brasileiras que é um dos pontos que buscamos abordar com os alunos nos nossos cursos”, disse Ricardo.
Com o auditório lotado de estudantes, professor Moacir Carneiro agradeceu o convite para voltar à UEPB e já iniciou sua fala abordando os aspectos que destacou em seu 23º livro, ressaltando que o Estado brasileiro nunca buscou planejar o Ensino Médio da escola de massa. O teórico questionou os padrões físicos e de metodologia e a desvalorização dos professores no exercício de sua profissão. Segundo ele, existe uma separação entre o Ensino Médio e a Educação Básica, principal ponto de falha do sistema educacional brasileiro.
“O Estado prepara o Ensino Médio visando o Enem, o que é um erro, já que o Enem deveria ser o Exame de Exclusão Imediata dos alunos da rede pública. Não que eles não tenham condições de fazê-lo, por que tem, mas é porque o Enem está voltado para a universidade, enquanto que o Ensino Médio caminha olhando para a Educação Básica”, destacou o professor que ainda abordou discussões expostas em seu livro “O nó do Ensino Médio”.
“Além de todos esses problemas, estamos caminhando para uma tragédia nacional, que é o processo de extinção do professor do Ensino Médio. Com a desvalorização que há acerca desse profissional, em breve será bem mais difícil encontrar pessoas para desempenhar essa função. Além da questão principal do baixo salário docente, nós ainda passamos pelos problemas da docência como campo de trabalho e a defasagem da formação do professor como profissional”, afirmou Moacir Carneiro.
Perfil
Paraibano de Areia, Moacir Alves Carneiro é ex-professor de Organização da Educação Brasileira na UFPB e da Universidade de Brasília (UnB). Fez estudos de especialização na Universidade do Estado de Nova York e doutorado na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, de Paris. Na França, foi professor visitante do Colégio Cooperativo Internacional. Foi reitor e secretário de Estado da Educação, diretor de Operações do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação/FNDE.
Tem atuado como consultor junto a vários órgãos internacionais (Crub, Consed, MEC, Interlegis). Como representante do MEC, integrou grupos de trabalho, junto ao Congresso Nacional, na elaboração do texto final da LDB. Autor de 23 livros na área de legislação de ensino, é consultor-sênior do Instituto Interdisciplinar de Brasília e diretor da Faculdade de Direito da Faciplac-DF.
O deputado estadual Tião Gomes (PSL) abriu as baterias nesta terça-feira (1) contra a deputada Daniella Ribeiro (PP) ao acusar a parlamentar de ‘proibir’ o prefeito de Areia, Paulo Gomes Pereira (PRB), de falar em uma rádio local, nominada de ‘PBFM’ – que, pelo que deixou evidente, parece ser do domínio da deputada.
“Quem quer guerra, terá guerra!”, avisou Tião, ao afirmar que, diante do direito de comunicação cerceado, a Prefeitura agora vai abrir auditoria para apurar e cobrar tudo que estiver atrasado da emissora, como ISS, alvará ou qualquer outro imposto.
De acordo com Tião Gomes, a retaliação da deputada estadual se deve a uma pequena discussão que tiveram na Casa, ao trataram da polêmica proposta de dar título de cidadã paraibana à primeira-dama do Estado, Pâmela Bório. A atitude foi julgada pelo deputado como “uma falta de respeito à democracia”.
“Eu vejo a democracia que Daniella prova. Proibir que o prefeito de Areia falasse na rádio, quando ele tem contrato o com a emissora? Eu trouxe isso aqui para provar quem é a deputada; coisa pequena”, disparou o parlamentar.
Em tom de poucos amigos, Tião Gomes disse ainda que se tivesse sido com ele, teria entrado ‘na marr’a para ter o direito fazer uso do meio de comunicação.
“Eu tinha arrombado aquela porcaria. Eu tinha feito isso”, garantiu.
Paulo Gomes Pereira é irmão de Tião Gomes.
“Quem quer guerra, terá guerra!”, avisou Tião, ao afirmar que, diante do direito de comunicação cerceado, a Prefeitura agora vai abrir auditoria para apurar e cobrar tudo que estiver atrasado da emissora, como ISS, alvará ou qualquer outro imposto.
De acordo com Tião Gomes, a retaliação da deputada estadual se deve a uma pequena discussão que tiveram na Casa, ao trataram da polêmica proposta de dar título de cidadã paraibana à primeira-dama do Estado, Pâmela Bório. A atitude foi julgada pelo deputado como “uma falta de respeito à democracia”.
“Eu vejo a democracia que Daniella prova. Proibir que o prefeito de Areia falasse na rádio, quando ele tem contrato o com a emissora? Eu trouxe isso aqui para provar quem é a deputada; coisa pequena”, disparou o parlamentar.
Em tom de poucos amigos, Tião Gomes disse ainda que se tivesse sido com ele, teria entrado ‘na marr’a para ter o direito fazer uso do meio de comunicação.
“Eu tinha arrombado aquela porcaria. Eu tinha feito isso”, garantiu.
Paulo Gomes Pereira é irmão de Tião Gomes.




















